A senhora da mansão de papelão
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A senhora da mansão de papelão

Na esquina da Rua Espírito Santo com a Avenida Álvares Cabral em Belo Horizonte mora Lúcia Matta Machado. Sua idade ela prefere omitir: “é o charme de toda mulher”, diz. Ela vive no bairro Funcionários, segundo metro quadrado mais rico da cidade. Sua casa se difere de todas as outras, e não é pelo tamanho ou arquitetura, ela mora na rua, em sua “mansão de papelão”. Seus cães são sua companhia: Susie, Pirata, Piratinha, Mel, Gracie, Chacal e Agregado são a garantia de felicidade e bom humor. Além desses, lembra saudosa do Pequeno Vagabundo, um dos primeiros a chegar à família. Foi roubado e morto durante a Copa das Confederações.

Lúcia vive há cinco anos na rua, e o motivo, segundo ela, foi a ganância familiar. Nascida em “berço de ouro”, sentiu na pele o descrédito que o dinheiro pode trazer. Após a morte da mãe, os conflitos familiares que se instauraram tornaram a convivência insustentável. Recorreu a um albergue, e ali conheceu as drogas: “Todo morador de rua bebe ou usa drogas. Isso traz um alívio dos olhares preconceituosos que atormentam… entristecem. A gente tá deitado aqui, as pessoas te olham e, chapada, você não vê porra nenhuma. Dói, é preconceito de todas as formas”, diz. Outro motivo é a fome: “Hoje é quarta-feira? Eu não almocei até hoje. Dormir com fome é foda. Tem que ter uma válvula de escape, alguma coisa. Se não num ‘guenta’”, conta.

Quando falamos de moradores de rua falamos de exclusão, de olhos que se recusam a ver. Mas são esses olhos que os ferem quando os observam. Então a questão deixa de ser o não enxergar e passa a ser de que forma enxergamos. Porque de fato todos veem.

Atrevo-me a dizer que escamamos nossos olhos porque diante de um morador de rua nossa fragilidade se expõe. E essa exposição revela que o mundo que criamos e lutamos para manter de pé pode desmoronar a qualquer momento. Desta forma, erguemos paredes que os lançam à margem, já que ali é mais fácil ignorar. Ignoramos, não porque são diferentes, mas por serem semelhantes demais. Exclusos, criam suas casas, mas por serem de papelões, cobertores ou apenas imaginárias, apontamos nossos dedos e olhares. Dizemos que atrapalham nossa via e recolhemos seus poucos pertences por apenas um motivo: o confronto da fragilidade da vida.

Quando Lúcia viu seu mundo se desdobrando por um caminho que não imaginava, conta que apesar de tudo não deixou seus dias se perderem. “Continuei vivendo minha vida, mudei de casa, mas não deixei de viver”, diz. Ao mesmo tempo, lembra-se de tudo o que aprendeu e tem prazer em praticar. “Eu sou uma madame disfarçada de maloqueira, não posso fugir da minha essência”, afirma a moradora de rua que viaja o mundo pelos livros da Biblioteca Municipal de BH.

Encarando o dia a dia como uma peregrinação, Lúcia vê sua estadia na rua como um processo de aprendizado: “tô aqui porque Ele (Deus) está me ensinando a ser humilde”. Eu a questiono sobre o que é humildade, ela responde: “humildade?… humildade é dividir o pão. Porque quem está rua tem fome”. Respira e continua: “também é ser humano, ser gente. E isso começa por um bom dia, independente do quanto você tem no bolso ou da roupa que você veste”. Depois canta:

Esse seu olhar, quando encontra os meus,

fala de um preconceito que eu jamais imaginei.

Minha roupa suja te assusta,

me desculpa, me desculpa.

Quando é que você vai virar gente,

sem esse preconceito de uma simples roupa suja?

Eu moro na rua, tenho motivo…

A saudade encontrou lugar em nossa conversa e Lúcia se emociona, lembra-se das tardes que passava com a família e das canções da jovem guarda que cantavam. “Dói cara, sinto falta pra caramba. Essas músicas são a cara de um domingo de tarde tomando caipirinha”, diz sorrindo. Além disso, fala dos desejos, das coisas que há tempos não faz e que eram rotina: “sinto falta do café com leite e do pão. Mas quero sentar numa mesa e comer. Tem que ser numa mesa!”.

Seus desejos são simples e, como uma reza, clama no meio da conversa: “tudo que eu peço é misericórdia pra mim, meus cachorros e família”. Fala do mundo difícil, dos homens maus e do perigo que enfrenta todos os dias. “Quem tá na rua, tá na pista. A pista é livre, eu sou uma pessoa livre, porém sem um pingo de privacidade. Corro risco 24h por 48h”.

A trajetória de um morador de rua escancara nosso medo de ser descoberto em meio à multidão. Medo que se mascara com os olhares que visam expor a fraqueza do outro, a roupa suja que incomoda e, assim, tirar o foco das nossas limitações.

No fim da nossa conversa Lúcia pede um wafer de chocolate, um amigo concede o pedido e nos despedimos. Ela entra comendo na sua mansão de papelão e eu sigo para minha casa de tijolos. Protegido em meu quarto, suas palavras ecoam e me encontro exposto. Confrontado com a realidade que conheci, anseio um olhar que ama, que sonha e fantasia. Vou dormir querendo ser gente!

JornalismoMoradores de ruaReportagem

Léo Barbosa • 06/03/2015


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Comments

  1. Fabiana Lavarini 06/03/2015 - 15:52 Reply

    Léo!

    Já sabia da sua sensibilidade e humanidade ao lidar com o outro, mas mesmo assim me surpreendi ao ler esse post. Parabéns, de verdade!!
    Você tem “o dom”, cara! E eu não estou falando só de escrever e do jornalismo, estou falando de algo que vai muito além… estou falando dos “olhos do coração”.

    Beijos!

    • Léo Barbosa 06/03/2015 - 16:19 Reply

      Muito obrigado Fabi. Me emocionei lendo isso!

  2. Jefte Amorim 06/03/2015 - 16:36 Reply

    Dorme, mas depois acorda pra sonhar! Porque é dos sonhos acordados que se constrói um mundo melhor do que o de tijolos e cercas. Parabéns pelo texto, Leo!

  3. Ana Paula Vilela 06/03/2015 - 21:43 Reply

    Leo, é a primeira vez que entro no seu blog e estou tocada com a leitura de alguns textos. Sua sensibilidade e a forma como retrata a morte, a vida, a esperança, a fé…o que importa, é realmente algo que nos faz refletir e mostra seu coração que, por muitas vezes na Caverna, eu já havia percebido.
    Acredito que dar atenção a alguém, parar, olhar nos olhos é uma forma maravilhosa
    de amar.
    Deus abençõe você e o capacite a ser sempre o que é.
    Abraço

    • Léo Barbosa 06/03/2015 - 22:22 Reply

      Muito obrigado Ana. Creio que este retrato da comunhão (olhar, ouvir, tocar…) faz toda diferença. Abração

  4. Lílian Souza 07/03/2015 - 01:51 Reply

    Caraca Leo… Se eu fosse escrever as minhas impressões acerca do seu texto e claro das palavras da minha amiga (sim, eu sou atrevida e já considero a Lúcia minha amiga,afinal, amizade é empatia, kkkkk) eu iria escrever outro texto. Mas por hora vou dizer apenas que é fascinante transitar pelo mundo das pessoas através dos seus sentidos. Parabéns mesmo pelo texto e por se dispor a ser o amigo nada imaginário de pessoas como a Lúcia.

    • Léo Barbosa 07/03/2015 - 02:42 Reply

      Lílian, haha, muito obrigado. Estou aguardando seus textos! 🙂

  5. Lucas C. A. Corgozinho 07/03/2015 - 13:10 Reply

    Muito foda seu texto brother. Tens a manha de persuadir pela emoção. Bora todos virar gente!

    Muros e Grades
    Engenheiros do Hawaii

    “Nas grandes cidades do pequeno dia-a-dia
    O medo nos leva a tudo, sobretudo a fantasia
    Então erguemos muros que nos dão a garantia
    De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
    Então erguemos muros que nos dão a garantia
    De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
    Nas grandes cidades de um país tão violento
    Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
    Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
    E nada nos protege de uma vida sem sentido
    O quase tudo quase sempre é quase nada
    E nada nos protege de uma vida sem sentido
    Um dia super
    Uma noite super
    Uma vida superficial
    Entre as sombras
    Entre as sobras
    Da nossa escassez
    Um dia super
    Uma noite super
    Uma vida superficial
    Entre cobras
    Entre escombros
    Da nossa solidez
    Nas grandes cidades de um país tão irreal
    Os muros e as grades
    Nos protegem de nosso próprio mal
    Levamos uma vida que não nos leva a nada
    Levamos muito tempo pra descobrir
    Que não é por aí…não é por nada não
    Não,não, não pode ser…é claro que não é
    Será?
    Meninos de rua, delírios de ruína
    Violência nua e crua, verdade clandestina
    Delírios de ruína, delitos e delícias
    A violência travestida, faz seu trottoir
    Em armas de brinquedo, medo de brincar
    Em anúncios luminosos, lâminas de barbear!
    Um dia super
    Uma noite super
    Uma vida superficial
    Entre as sombras
    Entre as sobras
    Da nossa escassez
    Um dia super
    Uma noite super
    Uma vida superficial
    Entre cobras
    Entre escombros
    Da nossa solidez
    Viver assim é um absurdo (como outro qualquer)
    Como tentar um suicídio (ou amar uma mulher)
    Viver assim é um absurdo (como outro qualquer)
    Como lutar pelo poder (lutar como puder)”

    Composição: Humberto Gessinger – Augusto Licks

    • Léo Barbosa 07/03/2015 - 19:35 Reply

      Lucas, muito obrigado.Essa letra do Engenheiros é foda!

  6. Zuleika 07/03/2015 - 14:06 Reply

    Léo,realmente seu texto é lindo,parabéns! Nem sei como ele veio prá mim mas,sem querer diminuí-lo,vou lhe falar o seguinte: sou prima da Lúcia,tenho ido à “mansão” várias vezes e posso lhe afirmar que,de tudo que ela falou a você,só o nome “Lúcia” é verdadeiro,o resto é a mais pura fantasia.
    Sinto muito se isso o deixar desapontado mas quero dizer que ,em nada,diminue o sentimento nobre que você teve por ela.

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 02:03 Reply

      Tudo bem Zuleika?

      A ideia do História Incomum é contar como as pessoas se reinventam em meio a dor. A história pode ser pura fantasia, mas é a história da Lúcia. A história que a fortalece para enfrentar seus dramas e loucura de se viver no caos da rua e das drogas.
      A versão foi contada por ela e escrita como ela descreveu. Gostaria de ouvir você e saber do trajeto que fez a Lúcia chegar a este mundo que relatei.

      Forte abraço

  7. Fernanda 08/03/2015 - 19:56 Reply

    Que coisa mais linda! Sou vizinha da Lúcia e já tô planejando um café com mesa pra ela <3
    Parabéns pelo texto!

    • Léo Barbosa 08/03/2015 - 20:24 Reply

      Que notícia boa Fernanda! =) Me convida também, hahaha … Abração

      • Luiz Carlos de Assis 10/03/2015 - 23:45 Reply

        Eu sei de uma padaria que tem um pão sovado divino. Se eu for convidado, levo uns.

  8. Simone 08/03/2015 - 21:33 Reply

    Muito sensível, espero que seus textos continuem a ensinar as pessoas a enxergarem além daquilo que se pode ver! Minha filha adora a Lúcia e seus cachorrinhos, sempre fala dela com muito afeto. Parabéns!

    • Léo Barbosa 08/03/2015 - 22:25 Reply

      Obrigado Simone 🙂

      No que depender de mim, espero sempre escrever de ansiando por mudanças em mim e nos outros!

      Abraço

  9. Isabela Gesteira 09/03/2015 - 01:07 Reply

    Ei Léo, muito obrigada por esse texto, valeu a reflexao!

    Parabéns pela sensibilidade nas palavras!

    Abraços,

    Isabela.

    • Léo Barbosa 09/03/2015 - 01:58 Reply

      Muito obrigado Isabela! 🙂

  10. Tais 09/03/2015 - 22:03 Reply

    Quero conhece-la….Me passa o endereço?

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 01:49 Reply

      Tais, ela fica na Espirito Santo com Av. Álvares Cabral, próximo ao cursinho Soma.

  11. Monalisa Mendes 10/03/2015 - 00:00 Reply

    Engraçado como dá-se pouco valor ao caráter. Engraçado como dá-se muito valor às aparências. Engraçado como há trocas de valores. Engraçado como o destino cruza os caminhos das pessoas. Tive a oportinudade de conhecer Lúcia, pena que tão pouco. Infelizmente deixei-me ocupar e preocupar tanto com os afazeres do cursinho que pude aproveitar muito pouco a companhia dela. Texto, realmente, incomum, pra não dizer extraordinário! Ela merece. Que essa seja apenas a primeira etapa do reconhecimento que ela pode ter, afinal não são todos que têm a atitude que ela tem, de dividir o pouco que possui com seus cachorros. Excelente trabalho!

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 01:48 Reply

      Monalisa muito obrigado. O legal disso tudo é que você pode passar lá ainda e viver essa experiência. Quem sabe levar uma mesa e tomar um café?

      Abração

  12. Filipe Fernandes de Souza 10/03/2015 - 02:07 Reply

    Oi, meu amigo! Seu texto é maravilhoso e muito tocante, expõe com sensibilidade um fator social que persiste em nossa sociedade, infelizmente. Mas é sempre interessante ouvir a voz das pessoas que se encontram em condições extremas da vida para a reflexão desta, e seu texto nos proporcionou isso. Abraços e que venham novos textos!

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 02:21 Reply

      Filipe, que coisa boa! 🙂 É isso que quero proporcionar contando essas histórias. Comentários assim são como termômetros pra dizer se o caminho tá certo.

      Obrigado por compartilhar!

  13. Tamara Almeida 10/03/2015 - 02:09 Reply

    Parabéns pela iniciativa, muito bacana o texto…
    Um olhar diferenciado sobre as pessoas em situação de rua, que são tão marginalizadas e invisíveis pela maioria da população. Me proporcionou um momento de esperança em dias melhores….

    Abraços e boa sorte na jornada

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 02:14 Reply

      Muito obrigado Tamara.
      A ideia do História Incomum é trazer histórias que não estão na pauta e desacomodar. Saber que proporcionei um momento de esperança me motiva a continuar.

      Obrigado por ter compartilhado isso!

      Ajude a divulgar a blog 🙂

      Abração

  14. Beatriz 10/03/2015 - 02:57 Reply

    Respeito a reportagem mas anseio que conhecemos uma “Dona Lucia” muito diferente! Essa mulher vangloriada na reportagem agrediu a mim e meu namorado pelo simples fato de NAO TERMOS moedas ou dinheiro trocado no dia para ajuda-la!! Fomos educados ao dizer: “hoje infelizmente nao temos nada senhora” e ela se transformou em um verdadeiro monstro!! Chingou, cuspiu, gritou e agrediu meu namorado com dois tapas!!! Infelizmente essa humildade que ela prega é a ULTIMA coisa que ela coloca em pratica pelo que vi! Relato aqui minha experiencia pois NUNCA vi tal reaçao de NENHUM morador de rua simplesmente pelo fato de nao poder ajudar no momento! Ameaçou, inclusive, arranhar o nosso carro, um sincero absurdo presenciado por quem assim como nós estavamos parados no sinal! Pela MINHA EXPERIÊNCIA com “Dona Lucia” tenho a dizer que conheci uma outra senhora, e pasmem, mesmo pela sua idade, nos ameaçou de tal forma a ficarmos sem reação!! Conheço moradores de rua extremamente humildes e batalhadores, com historias de vida engrandecedoras, e esses sim merecem uma reportagem a altura!! No mais, parabens pelo jornalismo!!

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 03:19 Reply

      Boa noite Beatriz. É triste saber disso, mas todos erramos,e sequer vivemos em circunstâncias assim!
      Não defendo a atitude dela e sei que toda ação violenta nos transgride de alguma maneira, por isso te entendo!

      Abraço

      • Gabriel 10/03/2015 - 04:52 Reply

        Primeiramente, parabéns pelo Blog Léo,
        Sou o namorado da Beatriz, e principal “Vitima” da “Dona Lúcia”,
        parei no sinal da Av. Espírito Santo e esta senhora, após pedir todos os outros carros atrás, veio em direção ao meu veículo pedindo de cara “1 real”, disse que não tinha naquele momento, contudo, após minha negativa, sofri tantas ameaças, palavras de baixo calão e injúrias que fiquei realmente incrédulo, até o momento que a mesma se aproximou ao meu veículo (o qual estava com a janela aberta) e me desferiu um tapa no rosto, neste momento, como homem, cidadão e correto com as Leis deste país, apenas ameacei em chamar a polícia, e quem disse que isto a amedrontou?!
        a senhorita proferiu a seguinte fala “Chama, tenho medo de polícia não, quer que eu mesma chame? estão logo ali no outro sinal” .
        Enfim, o semáforo abriu e sai daquele terrível momento, nunca antes vivido por mim… Fiquei o dia inteiro pensando e imaginando o porquê dela ter agido assim. Eu conheço muitos moradores de rua, inclusive por ter uma loja/restaurante a 15 anos, na qual distribuo todos os domingos alimentos para eles, nunca tive problema nenhum com alguém, inclusive conversam, protegem e ajudam na segurança do local, mas esta senhora, não entendi nem por um instante sua atitude. Acredito que algumas pessoas deveriam rever os conceitos e viver na prática o que ocorre com alguns moradores de rua, uns quando educadíssimos chego a dar até R$2,00 apesar de sempre preferir dar alimentos, outros tão mal educados que não entendo as atitudes, pois neste dia, como a Beatriz bem disse, TODOS os veículos que estavam atras ficaram chocados inclusive um pedestre que iria atravessar a rua no momento, percebeu a discussão e os gestos que “dona Lúcia” fazia em direção ao meu carro e parou chocado para perceber.

        Enfim, parabenizo mais uma vez pelo Blog, e se precisar, na porta da minha loja, tem alguns moradores que são muito educados e ja foram inclusive apadrinhados pelo bairro, um deles, já ganhou até facebook, é um homem com deficiência na fala (mudo) carinhosamente chamado como “mudinho do bairro”, generosidade em pessoa, ajuda a todos e sabe bem entender tanto quando temos algo a dar, como quando não temos, isto vai de pessoa à pessoa…

        Acredito que um dia Deus toque nestes corações e ao façam mudar de vida, enquanto isso, que dêem sabedoria e inteligência para viver cada dia na mais desejável educação.

        Obrigado e Boa Noite.

        • Léo Barbosa 10/03/2015 - 10:31 Reply

          Tudo bem Gabriel?

          Entendo demais vocês, como disse a Beatriz: todo tipo de violência nos transgride e assusta. Sem dúvida, vivenciar isso deve ter sido foda.

          Cara, a droga faz de um dependente na fissura coisas desse tipo. Mas não posso desconsiderar uma história por algumas ações isoladas. Todos erramos!

          Conheço vários moradores de rua, tive projetos sociais com este público. Sem dúvida existem histórias brilhantes a serem contadas.

  15. Carlos Renatto 10/03/2015 - 03:12 Reply

    Parabéns, meu caro. Bonito trabalho. É o primero texto seu que leio e já me encantou.

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 03:15 Reply

      Obrigado Carlos. Espero que goste dos dos outros! haha

      Abração

  16. Ton 10/03/2015 - 03:33 Reply

    Vlw, camarada! Fé em seu caminho, grandes relatos!

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 03:34 Reply

      Valeu demais brother!

  17. Edu Pimenta 10/03/2015 - 13:05 Reply

    Muito lindo e verdadeiro. a realidade fica alem dessa verdade que as pessoas acreditam viver. Esse texto, maravilhoso mostra isso. Voce e um artista que usa as palavras como tinta e o blog como quadro. parabens por seu dom e por sua arte.

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 13:33 Reply

      Cara fiquei emocionado com suas palavras. Muito obrigado!

  18. Maria Julia 10/03/2015 - 13:36 Reply

    O texto é ótimo, muito bem escrito, mas conhecendo esta senhora, sinto lhe dizer que não acredito em absolutamente nada do que ela lhe disse. Este ano ela conseguiu um emprego que dava abrigo a ela e aos cachorros, mas não ficou por lá… Essa coisa de falar que não come, é absolutamente uma mentira, basta olhar os cachorros dela, todos gordos e bem tratados.
    Ela ainda por cima é arrogante e narcisista e é isso que faz com que muitas pessoas se assustem com ela e a olhe com o olhar “preconceituo”, como ela afirma.
    Preciso lhe dizer que se eu não a conhecesse, certamente me encantaria com ela, pela maneira como o texto foi escrito.
    Parabéns.

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 16:27 Reply

      Maria Julia, agradeço pelo elogio 🙂

      Quanto a Lúcia vale a pena lembrar que não estamos na pele dela e seus cães são alimentados pela vizinhança também, mas além disso a galera doa ração. Quanto ao seu temperamento ele se diverge de pessoa pra pessoa. Como ela mesmo diz: ou a amam ou a odeiam. Pra deixar claro, não estou dizendo que você está com ódio ou qualquer coisa do tipo, mas que ela mesmo sabe que é uma pessoa por vezes difícil de se relacionar.

  19. Alexandre Costa 10/03/2015 - 13:39 Reply

    Oi Leo! Lindo e emocionante seu texto! Que mais pessoas possam ter a oportunidade de ler. Obrigado por nos proporcionar um momento de reflexao atraves de seus sentimentos. Valeu. Abraco.

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 16:29 Reply

      Obrigado Alexandre. É bom saber sua opinião!

      Abraço

  20. Ana Carolina Cervantes 10/03/2015 - 14:20 Reply

    Parabéns pelo texto e expor um problema comum entre famílias, a ganância. Dona Lúcia é uma mulher guerreira. Já parei ali na esquina para ajudá-la e a seus cachorros e conversar um pouco. A gente só consegue sentir a dor do outro quando dói na gente. E o texto machuca, porque inúmeras vezes lançamos o olhar de desprezo ou medo a moradores de rua, que sequer sabemos de sua trajetória. É por isso que precisamos ter respeito antes de mais nada, ter respeito e humildade ao próximo e pensar que não somos os únicos a sofrer.

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 16:30 Reply

      Sim Ana, este é o nosso desafio diário.

      Obrigado

  21. beatriz 10/03/2015 - 16:39 Reply

    Realmente é perfeito seu texto.
    Parabéns!
    Abraços
    Beatriz

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 16:43 Reply

      Muito obrigado Beatriz 😀

  22. Poly Alves 10/03/2015 - 17:28 Reply

    Que massa Léo.. não conhecia seu blog e de fato você escreve muitíssimo bem.
    Vou voltar aqui para ler mais vezes e vou ler os anteriores também =)

    É triste mesmo o que relatam sobre a pessoa da Dona Lúcia de forma negativa… Entendo à todos também que em algum momento foi recebido por ela com grosserias… Mas de fato entendo que uma pessoa que mora na rua passa por inúmeras dificuldades.

    E assim como a gente, que mora em casa de tijolo, tem uma mesa para comer e um emprego, passamos por variações do humor, ela, que não tem nada disto, deve passar por variações mais intensas e vez ou outra encontra-se em situação de estresse total. A fome e a fissura por drogas também deixam a pessoa nervosa…

    Mas enfim, espero que a Lúcia passe por este tempo de aprendizado e volte também para a família, acredito que ela tem quem a acolha, caso ela queira.

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 18:20 Reply

      Seja bem vinda Polly!

      Muito obrigado.

      Como diria os Titãs: cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração.

      Abração

  23. Felipe Chicão 10/03/2015 - 17:32 Reply

    Cara desde a primeira vez que te vi, te admirei demais!
    Na época não sabia bem da onde vinha esse lance..
    Mas hoje eu ja sei! É porque você encontrou vocação! Tudo isso esta dentro de você!
    E é lindo mano!
    Você é um dos caras mais humanos que eu conheço! (e não me venha com falsa modéstia rs)
    Parabéns cara!
    Sou seu fã!!

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 18:25 Reply

      Po cara, bom demais ouvir isso!

      Muito obrigado mesmo. Tu não faz ideia de como saber isso me alegra!

      Abração mano

  24. Pollyanna 10/03/2015 - 18:23 Reply

    Muito bacana, Léo!!
    Parabéns pelo texto e a iniciativa!

  25. Carolina 10/03/2015 - 18:52 Reply

    Belo texto,
    Minha mãe é Prima da Lúcia, me lembro muito bem de uma viagem que fizemos à casa dela, em minha infância, ela tem uma filha da minha idade e outro filho um pouco mais novo, ela não te mencionou que foi uma grande artista plástica? incrivelmente talentosa, amanhã , por coincidência estou indo buscar um quadro dela que mandei refazer a moldura, uma tela em pastel seco deslumbrante, encontrei com ela, num enterro de uma tia em comum ha alguns anos atrás, ela está de fato irreconhecível na foto que publicou, é incrível como uma vida pode acabar, como ela mesmo disse, alguém deixa de ser gente, como as drogas inutilizam um ser humano, loucura absoluta de pensar, muito distante da minha razão.
    Gostei muito do seu texto e do seu Olhar.
    Parabéns!

    • Léo Barbosa 10/03/2015 - 20:56 Reply

      Carolina,ela falou a respeito da formação. Inclusive, ela deu a entrevista produzindo um quebra cabeça para vender e conseguir uma grana.
      Quero muito conversar com a familia, caso esteja disponível poderíamos nos encontrar.

      Obrigado

      Abraço

  26. Esther Mourão 11/03/2015 - 00:40 Reply

    Belo texto…. mas a história da Lucia não é bem essa.

    • Léo Barbosa 11/03/2015 - 11:47 Reply

      Bom dia Esther!
      A ideia do História Incomum é contar como as pessoas se reinventam em meio a dor. A história pode até ser pura fantasia, mas é a história da Lúcia. A história que a fortalece para enfrentar seus dramas e loucura de se viver no caos da rua e das drogas.
      A versão foi contada por ela e escrita como ela descreveu.

  27. Luciana 11/03/2015 - 00:52 Reply

    Infelizmente conheci a outra Dona Lúcia. Eu e meu esposo estudávamos no cursinho pré vestibular perto de onde ela mora. Sempre conversávamos e a ajudavamos seja dando alimentos para ela e os cães tanto dando barraca nova para ela se abrigar da chuva. Como nós sempre gostamos de animais e a cadela da Lúcia deu cria consegui até as vacinas para eles e prometi ajuda na adoção. Ela nunca mencionou que queria vendê los e sim doa los. Quando arrumamos adotantes para os filhotes ela mostrou sua real intenção que era vendê los. Por isso e pelo fato de não estudar mais no cursinho no ano seguinte não mais a encontrei. Fiquei sabendo que algumas protetoras de animais tentaram a ajudar, na ocasião da copa das confederações, em que a prefeitura tentava tirar seus animais, e com a concordância da Lúcia levaram seus animais para local seguro e prometeram castração. No entanto, ela mudou de idéia e passou a difamar essas protetoras. Enfim, tenho pena dela e acho que morar na rua deve ser muito difícil e ainda mais com o vício em drogas. Tenho pena dos animais também pois ficam expostos a atropelamentos, chuva, frio e cruzando sem parar para gerar filhotes e dar mais uma fonte de renda para ela, e eles não tiveram escolha. Enfim, tudo muito lamentável.

    • Léo Barbosa 11/03/2015 - 11:55 Reply

      Luciana,

      essa história dos cães de fato tem diversas versões. Quero que leve em conta que alguém em situação de risco e vícios tem atitudes mil para sanar a fissura. Sem dúvida é um situação complicada.

      Quero esclarecer também que a ideia do História Incomum é contar como as pessoas se reinventam em meio a dor. A história pode ser pura fantasia, mas é a história da Lúcia. O mundo que a fortalece para enfrentar seus dramas e loucura de se viver no caos da rua e das drogas.
      A versão foi contada por ela e escrita como ela descreveu.

  28. Fábio Martins 11/03/2015 - 04:26 Reply

    Parabéns Léo, pela escrita e o trabalho no geral.
    Já conhecia a Dona Lucia de um bom tempo, ela já me convidou pra tomarmos um café imaginário na sua mansão. Sou alicinado por ela, já aprendi muito com ela. Parabéns mais uma vez, me emocionei com seu texto. Muito lindo!

    • Léo Barbosa 11/03/2015 - 11:41 Reply

      Obrigado Fábio!

      Haha, o famoso café imaginário! Foi assim que nos conhecemos, com um convite dela para um café!

  29. Adilia Dalbem 11/03/2015 - 16:52 Reply

    Não conhecia seu blog e uma amiga compartilhou. Gostei tanto do seu texto que fui lendo os outros. Texto sensível e gostoso de ler. Sucesso!

    • Léo Barbosa 11/03/2015 - 22:30 Reply

      Muito obrigado! 😀

  30. cláudia matta 11/03/2015 - 17:09 Reply

    Muito interssantes texto e história… pelos comentários que li (li todos… tamanho meu interesse pela história!) há mais história ainda, nada comum, para contar ou melhor para você escrever… não deixe passar! Abraços e parabéns!

    • Léo Barbosa 11/03/2015 - 22:32 Reply

      Não vou deixar! 😉

  31. Maria Ildes Pimenta 11/03/2015 - 19:05 Reply

    Parabéns, Leo!
    Me chamou muito a atenção sobre a família de dona Lucia. Conheci esta familia em Diamantina, pessoas inteligentissimas. Que pena que o ser humano entende pouco do sofrimento de outro ser. Voce me emocionou….humanidade e simplicidade eh tudo de bom. Parabens!!!!

    • Léo Barbosa 11/03/2015 - 22:30 Reply

      Muito obrigado!

  32. Nilson Domingos 11/03/2015 - 20:10 Reply

    Vejo sempre essa senhora, e já a vi sendo presa pela PM algumas vezes com o pessoal da Prefeitura.
    Já vi também pessoas se solidarizando com ela, oferecendo alimentos e uma amiga já a ouviu dizer que “se quer me agradar, traga comida para meus cachorros “.
    A vida é frágil e as relações são imprevisíveis, assim com o ser humano e cruel.
    Ela disse algo na entrevista que é um principio religioso, o processo de aprendizado: “tô aqui porque Ele (Deus) está me ensinando a ser humilde”.
    Isso não é para poucos …

  33. Talita 12/03/2015 - 03:06 Reply

    Encantada com suas palavras e com dona Lúcia. Extraordinário!

    • Léo Barbosa 12/03/2015 - 04:07 Reply

      Muito obrigado Talita!

  34. Guilherme Portilho Carrara 12/03/2015 - 12:49 Reply

    Sensacional. Vou levar o texto a meus amigos que trabalham com maradores e rua em São Paulo.

    • Léo Barbosa 12/03/2015 - 13:11 Reply

      Fica a vontade Guilherme. Muito obrigado! =)

  35. Patricia 17/03/2015 - 01:47 Reply

    Cara, cheguei ate o seu blog por um amigo que ajudava Dona Lucia. Quanta sensibilidade em seus textos. Um alivio para a alma alguem escrever com tamanha compaixao no olhar. Parabens.

    • Léo Barbosa 17/03/2015 - 04:54 Reply

      Obrigado Patrícia! Comentários assim animam a caminhada. Abração

  36. Eugênio Pasqualini 21/03/2015 - 11:23 Reply

    Léo Barbosa, parabéns pelo texto extraordinário e tocante. Quem sabe essas boas energias possam tocar a razão daqueles que só querem uma “cidade limpa” sem a presença desses singelos personagens “sujos”.

    • Léo Barbosa 21/03/2015 - 11:28 Reply

      Obrigado Eugênio!

      Ao escrever, eu escolho acreditar nisso. 🙂

  37. Lucia 23/03/2015 - 20:50 Reply

    Amei Léo… Zuei mto que deu ibope pq ela chama Lúcia né?! Mas na verdade é pq a escrita e a história são incríveis! :*

    • Léo Barbosa 25/03/2015 - 14:16 Reply

        Obrigado Lucy! Bom demais seus feedback =) <3
  38. Rafaela 21/04/2015 - 23:09 Reply

    Não há como negar que seu texto foi muito bem escrito e é carregado de sensibilidade…
    Mas acho que eu sou a única pessoa de BH que não gosta dessa senhora… Provavelmente pq ela me perseguiu na rua uma vez, gritando comigo e com minha namorada, e uma outra vez me viu passando em frente a casa dela e gritou comigo até me perder de vista… =/

    • Léo Barbosa 22/04/2015 - 17:04 Reply

      Obrigado Rafaela. É complicado, nem sempre, como dizem por aí, o santo das pessoas batem. Entendo os dois lados, e espero que isso não aconteça mais!

      Abraço

  39. ari 10/05/2015 - 11:50 Reply

    Essa velha é pilantra… Barra pesada…. Engano quem ache que é santa.

  40. Fran 28/05/2015 - 15:25 Reply

    Olá, Léo. Conheci seu trabalho a pouco instante e já estou apaixonada. Você tem conseguido unir inúmeras paixões minha em um único lugar. Parabéns pela iniciativa. Quero ser como você quando crescer, rs. Beijão e sucesso!

    • Léo Barbosa 29/05/2015 - 11:14 Reply

      Olá, Fran! Muito obrigado pelas considerações. É bom saber de todo amor, isso já é boa parte do caminho que precisamos trilhar para chegar a essas histórias. Abração

  41. Márcia 30/05/2015 - 01:57 Reply

    Oi Léo,

    Lindo o texto, percebi que você tem um carinho bem grande pela Lúcia e gostaria de saber se topa nos ajudar. Sei que algumas pessoas já tentaram ajudar a Lúcia antes e não deu certo, mas nós também gostaríamos de tentar. Você poderia nos ajudar a divulgar a vaquinha? http://www.mobilizefb.com/farmaciasolidariabh

    Neste post explicamos melhor: https://www.facebook.com/farmaciasolidariabh/videos/906669142709984/

    Resumindo, ela ganhou um lote em Santa Luzia e estamos arrecadando dinheiro para construir uma casinha lá, para ela e os cães.

  42. Monyelle 02/09/2015 - 03:51 Reply

    Oi Léo!

    Parabéns pela iniciativa, e parabéns pelo seu coração! É raro encontrar pessoas abençoadas e que fazem o bem a pessoas tão carentes, fiquei muito tocada pelo texto e pela vida dela, quero um dia poder ajuda-los !! Parabéns mesmo !

    • Léo Barbosa 14/09/2015 - 17:42 Reply

      Obrigado, Monyelle! O bom é que pra ajudar, às vezes basta apenas “um café e um pão numa mesa!”. ^^ abração

  43. Contando histórias e reinventando vidas! — Tio Flávio — Mais um Blog do Sou BH
  44. mercedes merry brito 27/12/2015 - 13:12 Reply

    Prezado Leo Barbosa

    Também conheçemos D. Lúcia, temos acompanhado seu percurso de vida de forma cuidadosa no campo das políticas públicas. Gostaria de atualizar algumas informações sobre ela , com vistas a possíveis desdobramentos e apoio.

    D. Lucia, recebeu durante três anos apoio de uma psicóloga que se tornou sua amiga. E que conseguiu para ela, no inicio de 2015, um terreno de 250 mts, em um assentamento, na verdade uma ocupação chamada ISIDORA no município de Santa Luzia.. Essa jovem, conseguiu para ela, mobiliario, eletrodomésticos , e todo material de construção com os quais foi construída ( por um pedreiro voluntário), uma pequena casa . Com quarto sala, cozinha, banheiro . Para lá ela chegou a se mudar em agosto de 2015,com seus seis cachorros. Do seu modo peculiar começou a fazer com a comunidade local e assim acabou se aproximando do lider da ocupação. Para sobreviver, ia e vinha a BH solicitar ajuda ou vender seu trabalho de artista plástica. Um pequeno quebra cabeças feito de placa de PVC, cuja montagem resultava na palavra TERNURA. Parecia apesar das dificuldades do local ainda inóspito, disposta fixar moradia inda que tendo que transitar de ônibus ou a pé entre a capital e a ocupação. Infelizmente o líder da ocupação foi assassinado e ela que ia e vinha, voltou ao local de fixação. Temos clareza quanto a inadequação do espaço por ela conquistado. Desde jovem conhecedora de vários estados brasileiros, leitora de magazines internacionais ex moradora de recantos, e vilas praieiras nas décads de 70 e 80. Uma mulher litoral. Vivente do limite entre o dentro e o fora. Entre o urbano e o rural . Uma mulher Literal. A morte do novo amigo e militante político pode tê-la assustado. Afinal D. Lucia tem conseguido se manter viva apesar das adversidades, durante muitos anos. Resta um apelo às autoridades, locais, jurídicas que estão à par de sua história e aos seus familiares. Um pequeno lugar para morar, mais afeito a seu modo e estilo de vida. Próximo ao burburinho dos centros urbanos, lugar onde possa se sentir segura e livre para ir e vir.

    • Léo Barbosa 28/12/2015 - 12:12 Reply

      Encaminhei um e-mail pra vc.

  45. Dilene Lopes da Cunha Marques Silva 08/03/2016 - 15:44 Reply

    Uau!!!! Meus Deus!!!

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